Economia no ar
Tata Motors lança smartcar movido a ar comprimido que pode rodar até 220 quilômetros na cidade com apenas 5 reais.
No trânsito de grandes centros urbanos, não é novidade que os carros menores ganham vantagem na hora de estacionar e, principalmente, consomem menos combustível rodando mais. Porém, ao abastecer, hoje o motorista nem precisa sair da caranga pra saber que o mostrador do preço corre bem mais rápido que o de litros. Diante disso, enquanto algumas empresas vêm apostando nos motores elétricos, como a Smart, a Tata Motors foi buscar no passado a solução para realizar o sonho de milhões: um veículo movido a ar.
Batizado pela companhia indiana de Airpod, ele traz apenas três rodas e seu design futurista lembra bastante um inseto. Os pistões de seu motor MDI de 8 cavalos trabalham de acordo com a energia gerada através da expansão do ar comprimido, que é armazenado num tanque de 175 litros.
Comandado por um joystick, o Airpod consegue alcançar a velocidade máxima de 70 km/h, percorrendo até 220 quilômetros com um tanque -- e poluição zero. Para recarregar o “brinquedo”, o motorista pode tanto abastecer num posto especializado (o que custa um euro) quanto coletar o ar. Isso é feito através de um pequeno motor elétrico enquanto o carro se move, e leva menos de dois minutos.
Embora pareça novidade, os franceses já usavam oxigênio para gerar energia cinética desde o século XIX. Então o que faltava para que um Airpod fosse não só possível confiável? “Esta tecnologia se deve ao motor que possui um sistema inovador muito importante: uma biela articulada. Ela permite que o volume da expansão seja constante quando o pistão alcança o final de seu ciclo”, explica Paulo Roberto Amoroso, engenheiro de desenvolvimento da Yazaki do Brasil, pós-graduado em engenharia automotiva.
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